Não lembra? Pois eu lembro.
Foi o dia que eu li o termo Telemedicina e fiquei me perguntando: o que é telemedicina?
Você sabe o que o termo quer dizer?
O que é Telemedicina?
A prática tem origem em Israel e é bastante aplicada nos Estados Unidos, Canadá e países da Europa.
Desde seu início, na década de 1950, a telemedicina mudou e avançou muito. Antes, poucos hospitais utilizavam televisões para chegar a pacientes em locais remotos.
Mas com o avanço dos meios de comunicação, o contato entre médico e paciente ou entre os profissionais de saúde ficou mais simples e prático: a relação e a troca de informações foi ampliada com o telefone fixo, depois com os celulares, e se tornou ainda mais rápida com a internet.
Computadores, tablets e smartphones facilitam as videoconferências e o avanço da Inteligência Artificial (IA) leva conhecimento ao alcance de todos.
Para tanto, a Telemedicina conta com o apoio das tecnologias da informação e comunicação (TICs).
Outra coisa interessante e que tem muita importância: cada laudo, cada exame e cada avaliação feita usando a telemedicina é feita pelo médico especialista de cada área.
Não existe um médico com a especialização em telemedicina, entende?
Um exemplo: se o laudo a ser feito for de uma radiologia o médico responsável pela produção desse laudo será sempre um radiologista.
Se for um exame cardíaco será sempre um cardiologista. E assim por diante...
A legislação vigente define todas as normas e regras para a utilização da telemedicina no tratamento do paciente.
O Conselho Federal de Medicina, na Resolução CFM nº 1.643/2002 reconhece a modalidade e a define como o exercício da medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.
A OMS também reconhece a prática, e isso desde os anos 1990!
Mas a prática da telemedicina é muito mais remota que isso!
Há estudos que defendem que a telemedicina (medicina à distância) é realizada no mundo desde a Idade Média, quando a Europa enfrentou crises de saúde gigantes, como a peste negra, por exemplo.
Conta a história que um médico se isolou na margem oposta de um rio que banhava seu povoado.
Livre da doença e com tempo para estudar, ele repassava informações para um agente comunitário que, então, ajudava o povo da vila.
Esse agente descrevia sintomas e outras características de doenças para o médico na margem do rio, fora do povoado, e recebia recomendações sobre como cuidar dos doentes.
Não é legal?
Mas, como não há comprovação sobre o relato, ficamos com a História: os primeiros registros oficiais da telemedicina remetem ao século XIX, quando a transmissão de informações médicas ganhou um novo aliado: o telégrafo.
Com o telégrafo os médicos passaram a compartilhar com colegas em locais distantes laudos de exames de diagnóstico por imagem, a exemplo dos radiográficos.
Uma outra invenção que alavancou a telemedicina foi o telefone.
Tempos depois, as linhas telefônicas começaram a servir como base para redes de transmissão de dados que, combinadas a aparelhos de fax, permitiram o envio de resultados de eletrocardiogramas (ECG).
Outra tecnologia que ampliou o alcance da telemedicina, também no século XIX, foi o código Morse.
Mais tarde, a partir dos avanços proporcionados pelas ondas do rádio, médicos que atenderam nas frentes de batalha durante a Segunda Guerra Mundial puderam se comunicar com colegas em hospitais de retaguarda ou em navios.
E hoje em dia, com a internet, o alcance é infinito!
Médicos em localidades remotas podem ter acesso a informações, ajuda de outros profissionais, acesso a diagnósticos e estudos, e muito mais com apenas um smartphone na mão.
Ou seja: o céu é o limite (ou não...) para a telemedicina!
E em países como o Brasil, onde há tantas localidades remotas, seja no sertão, no interior, na floresta... povoados com tantas necessidades e com tão pouco atendimento médico a telemedicina pode ser decisiva na hora de curar um doente ou salvar uma vida.
Não é?




