No entanto, ao contrário do que muitos pensam, IA não se trata de uma tecnologia recém-descoberta. Desde 1956, pesquisadores estudam a inteligência produzida artificialmente pelo computador. Através de testes e análises, procuram entender e copiar não só como os seres humanos se comportam, mas também a forma como aprendem novas informações.
Aprendizado de Máquina (AM)
Para entender melhor como isso funciona, a Inteligência Artificial utiliza Machine Learning (ML), ou Aprendizado de Máquina (AM, em português), para imitar a inteligência humana. A partir do estudo e da construção de algoritmos, o computador aprende, cria um modelo e faz previsões em cima das informações fornecidas em vez de apenas seguir instruções pré-programadas.
As atividades de "mineração" de criptomoedas, por exemplo, envolvem o método de AM, que utiliza supercomputadores para resolver cálculos matemáticos extremamente complexos em troca de Bitcoins.
O AM também está sendo utilizado, entre outros, em áreas como atendimento ao cliente, programas de fidelidade, automação de marketing, sistemas de segurança, reconhecimento de voz, otimização, tradução de idiomas e busca online, apenas para citar algumas aplicações.
Milhares de organizações hoje, além de se prepararem para a visita de Googlebots em seus websites, também já adotaram soluções Open Source de AM, como é o caso da TensorFlow, desenvolvida pelo Google.
Outras gigantes tecnológicas, como Amazon, IBM e Microsoft, também oferecem softwares para que as empresas de diferentes setores possam ter acesso à tecnologia de AM.
Aprendizado Profundo (AP)
Já o Deep Learning (DL), ou Aprendizado Profundo (AP, em português), consiste em uma das técnicas utilizadas por AM, que visa imitar as atividades dos neurônios do cérebro humano. Essa técnica é utilizada principalmente em "visão computacional", quando os computadores imitam a forma como os seres humanos enxergam.
Através do AP, é possível entender os comandos de voz em nossos telefones e em nossas casas. Os algoritmos podem ser utilizados em diferentes aplicações que envolvem o padrão de reconhecimento de voz.
Para se ter uma ideia do quanto o segmento dos "eletrodomésticos inteligentes" – que, como se vê, envolvem o método de AP – vem crescendo, em 2019 esse setor movimentou cerca de US$ 17 bilhões no mundo, e a previsão é de que cresça 20% até 2023.
Navegar na internet também está se tornando cada vez mais fácil e acessível graças à IA. Como o Google Duplex já demonstrou, seus robôs (AI bots) são capazes de fazer reservas em salão de beleza e restaurantes por comando de voz. Já imaginou também poder comprar alimentos, roupas, perfumes e até maquiagem por meio de comando de voz?
Aplicações de IA em setores diversos
No Brasil, a fabricante de perfumes O Boticário lançou, em parceria com a IBM, duas fragrâncias no mercado a partir da análise dos algoritmos interpretados por IA. Já na indústria automotiva, a brasileira LogiGo está fornecendo centrais multimídia com assistentes virtuais para a fabricação de veículos autônomos de grandes montadoras, como Toyota, Nissan e Mitsubishi.
Na indústria do entretenimento, por sua vez, as opções são ainda mais abrangentes. Os videogames e acessórios deverão se tornar ainda mais imersivos e realistas ao unirem a tecnologia de IA com a Realidade Virtual (RV). Com a ajuda da IA, será possível entender melhor como o usuário interage e nageva nos ambientes virtuais, desenvolvendo assim formas mais naturais de explorar o espaço virtual, o que fará com que a Realidade Virtual Imersiva seja impulsionada pelo poder da IA.
Entretanto, não é apenas o setor de videogames que poderá se beneficiar da união dessas duas tecnologias. Plataformas que oferecem outros tipos de jogos, como as
tradicionais modalidades de cassino, também terão a chance de otimizar ainda mais a experiência que proporcionam aos usuários.
Alguns desses sites já disponibilizam aos seus clientes a possibilidade de jogar em um cassino ao vivo por meio da utilização de tecnologias de alta definição, como é possível verificar no site de jogos online da Betway Online Casino.
Isso demonstra que esses sites não estão distantes de implementar ferramentas relacionadas tanto à IA quanto à RV, o que indica que em um futuro próximo passarão a reproduzir experiências ainda mais imersivas quanto à sensação de estar em um cassino físico. Isso tudo por meio do uso das mencionadas tecnologias. Outro setor que também se beneficia com isso é a indústria cinematográfica.
A Warner Bros., por exemplo, líder norte-americana do segmento, ilustra bem esse ponto. Além de aplicar RV em suas produções, a empresa começará a usar IA na estratégia de distribuição de seus próximos filmes, novidade que será viabilizada por meio de uma parceria com a Cinelytic.
Outro campo que também pode se beneficiar bastante dessas tecnologias é o da medicina. Os médicos já fazem teleconferências em alta definição e contam com assistentes virtuais para fornecer diagnósticos mais precisos, e a lista de aplicações de IA nesse setor vem crescendo.
Prova disso é a união entre as gigantes Google e Johnson & Johnson, que criaram a start-up Verb Surgical para desenvolver robôs cirurgiões. A partir da técnica de AM, inerente à IA, os robôs serão capazes de conduzir cirurgias, baseados no histórico de informações de operações anteriores.
Conclusão:
O campo da IA é vasto e ainda há muito a ser explorado.
Atividades que hoje ainda são executadas manualmente, em breve serão automatizadas pela IA.
Tanto gigantes tecnológicas quanto start-ups já entraram na corrida para o desenvolvimento de novas soluções inteligentes.
As novas oportunidades de negócios são infinitas!


